Sobre

Hayô quer dizer sol.

É uma palavra em Patxohã, língua do povo Pataxó. Escolhemos porque acreditamos que aquilo que tem valor merece continuar existindo. A madeira de demolição ganha nova vida nas nossas mãos; uma palavra originária permanece viva cada vez que é pronunciada.

Uma inquietação, não um produto
A Hayô não nasceu de uma ideia de negócio. Nasceu de um incômodo: o mundo acelerando, a pressa atropelando a delicadeza, possuir valendo mais que sentir. Escolhemos desacelerar — e produzir como um ato de cuidado.
Quem faz
Duas pessoas. Jorg desenha e produz — engenheiro de mecatrônica de formação, marceneiro por escolha. Sandra é jornalista e conversa com quem compra; é ela no WhatsApp. Não há um terceiro. Por isso respondemos com calma e produzimos pouco.
A travessia
A madeira vem de Itobi, interior de São Paulo — materiais que já eram outra coisa antes. A oficina hoje é em Lisboa. As peças atravessam o Atlântico. Não é o caminho mais eficiente. É o que faz sentido.
Por que peças numeradas
Cada peça recebe um número porque cada peça é uma só. A combinação de madeiras de uma peça não se repete na seguinte. Se ela voltar para conserto daqui a dez anos, sabemos exatamente qual é.
O que não fazemos
Não fazemos coleção de estação. Não trocamos o portfólio para acompanhar tendência. Não repomos o que acabou só porque vendeu. Quando uma madeira acaba, acaba.

Carta Hayô

Escrevemos pouco. Só quando há algo que permanece.

Uma carta por mês, no máximo. Peças novas, madeiras que chegaram, histórias de quem carrega uma Hayô.